No dia 28 de Abril também participámos na "III Feira das Bibliotecas do Concelho de Setúbal". À tarde, a turma nº12 da profª Isabel, apresentou o trabalho “Figuras Ilustres de Setúbal” a uma turma da EB1 nº7 de Setúbal e às duas da EB1 nº1 do Faralhão.
Os nossos convidados estiveram muito atentos e no final disseram que gostaram muito.
Foi giro mostrar o que fazemos a outras escolas…
Aqui fica um agradecimento
muito especial à Câmara Municipal de Setúbal, pois proporcionou o transporte.
Agora só falta apresentarmos esta actividade aos nossos pais/enc. de educação e gravarmos a nossa representação para vos mostrar um pouquinho do nosso trabalho.
As turmas nºs 12 e 13 foram visitar a Biblioteca Escolar da Escola Secundária D. Manuel Martins e a última fez o registo:
A visita à escola D. Manuel Martins
No dia trinta de Abril, à tarde, fomos à escola D. Manuel Martins com a turma da professora Isabel. Fomos assistir a uma representação feita por alguns alunos do sétimo ano, turma B, baseada no livro “O menino que não gostava de ler”. Da autora Susanna Tamaro.
Quando chegámos uma auxiliar levou-nos até à biblioteca. Esta tinha sido transformada, mais ou menos, num cenário de teatro. Tinha duas filas de cadeiras a fazer um semicírculo e em cada cadeira um papelinho com uma frase escrita sobre a importância da leitura.

Sentámo-nos e, uma professora começou por nos explicar o que íamos ver e que aqueles meninos tinham ensaiado apenas em duas semanas. A representação correu muito bem e nós gostámos muito.

No final batemos muitas palmas, fizemos algumas perguntas, tirámos fotografias e pedimos autógrafos aos artistas.

Para acabar ainda melhor, foi-nos servido um saborosíssimo lanche, recebemos um marcador de livros feito pelos alunos e depois voltámos para a nossa escola.

Vamos terminar com um segredo, nós já tínhamos lido o livro e fizemos uma banda desenhada do mesmo.
Querem conhecer o conto que vimos representado da autora Susanna Tamaro?
Então leiam o reconto feito pela turma nº12:
O Menino que não gostava de lerEra uma vez um menino chamado Leopoldo, que quando fez oito anos, pediu umas sapatilhas como prenda de aniversário, porque sonhava correr no campo e à beira-mar.

Como a mãe tinha medo de ratos e aranhas e o pai era muito preguiçoso, nunca saiam, passavam os fins-de-semana em casa a ler livros.
O rapaz ficou infeliz, porque os pais não lhe deram o presente que ele pediu, e mais uma vez lhe ofereceram livros.
Preocupados com o facto do filho não gostar de livros, os pais levaram-no ao psicólogo, que logo lhe diagnosticou uma Papirofobia e recomendou que o proibissem de ver televisão e de jogar jogos de vídeo.

Como remédio para curar o filho, os pais decidiram dar-lhe um livro para ler todos os dias e à medida que o tempo fosse passando, iam aumentando o tamanho do livro.
Aterrorizado com a sua situação, Leopoldo tinha pesadelos horríveis com livros, e decidiu perguntar aos pais «Porque é que é preciso ler livros?».

Não satisfeito com a resposta à sua pergunta, decidiu preparar a mochila e fugiu de casa no dia seguinte num autocarro, escondido no meio das pessoas crescidas.

Sem saber onde estava, Leopoldo saiu na última paragem e entrou num armazém onde viu sapatilhas magníficas.
Com medo que as pessoas do armazém percebessem que estava sozinho, Leopoldo saiu dali e foi para o parque que ficava do outro lado da rua.

Depois de brincar nos baloiços, sentou-se a comer um bolo junto de um senhor de idade que era cego.
Após algum tempo de conversa, o senhor perguntou ao Leopoldo se ele tinha fugido de casa, o rapaz respondeu que não e arranjou algumas desculpas para esconder a verdade. Depois, o cego contou ao menino a história da sua vida e disse-lhe que quando era da sua idade, tinha fugido de casa porque era muito infeliz.
O idoso referiu ainda, que não se arrependeu de nada do que fez, só teve pena de não ter terminado de ler o livro “O vagabundo das Estrelas”, por ter ficado cego.
Leopoldo ficou comovido com a história que ouviu, e sugeriu ao cego que fossem a uma livraria para ele lhe ler o resto do livro.
Na livraria, o rapaz tentou ler mas não con

seguiu, porque as letras pareciam deslocar-se de um lado para o outro. A empregada da livraria e o cego, descobriam que o rapaz tinha problemas de visão.
Grato pela companhia que o rapaz lhe fez durante todo o dia, o cego levou-o a casa e aconselhou os seus pais a levarem-no ao oftalmologista.

Ao observar o rapaz, o médico concluiu que este tinha problemas de visão e receitou-lhe óculos.
Alguns dias mais tarde, já com os seus óculos, o menino foi procurar o velho para lhe ler o fim da história.
A partir daquele dia, o rapaz passou a gostar de ler, e leu tantos livros, que acabou por descobrir que as histórias que o velho lhe contou sobre a sua vida não eram reais, eram apenas as histórias dos heróis dos livros que leu.
Foi uma experiência muito interessante. Ficámos tão entusiamados que também queremos representar um conto.